Foi esta a conclusão que todos ficamos com o 1º dia do 29º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, realizado em Coimbra.

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Estado diz cresçam, cresçam, cresçam
Patrões dizem, dêem-nos as condições para isso.

O 1º dia do congresso foi marcado pelo debate público-privado, a necessidade urgente de formação qualificada e como crescer sem perder a identidade.

O discurso de abertura de Raúl Martins, Presidente da AHP, realçou o fato de um dos pontos fortes dos portugueses ser a sua diversidade, afirmação esta que foi realçada pelos oradores durante todo o evento. Fomos também agraciados com uma breve mensagem de esperança por parte do Presidente da Repúlica, Marcelo Rebelo de Sousa. – “Coimbra, acolhe-vos(…)” lembrando, os incêndios que aconteceram no Centro de Portugal á cerca de um mês, o PR diz que não devemos baixar os braços e”(…) hoje, Portugal é um país melhor para se visitar e para se viver.”

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Portugal, considerado pela primeira vez o melhor destino turístico europeu.

 

CEO’s – ESTADO

Após esta abertura calorosa, assistimos durante algumas horas á um debate PRIVADOvsESTADO.
Primeiro, através de uma “provocação”, do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, no qual dizia achar absurdo, existirem pessoas a dizerem que Portugal precisa ter cuidado com o crescimento, que as ruas estão perfeitamente equipadas e que ainda existe muito mais espaço para crescer e que Lisboa ainda suporta muitas mais pessoas.
Contrariamente, Manuel Proença, administrador do Grupo Hoti Hóteis, disparou” O sr. Ministro, não deve andar pela calçada da baixa á algum tempo, fica somente nos bairros privilegiados.”

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A mesma discussão verificou-se sobre a construção do novo aeroporto do Montijo.

De seguida, Carlos Lacerda, Presidente Executivo da ANA, ao valorizar a construção do novo aeroporto do Montijo disse “Temos tudo para ser um aeroporto de referência mundial, dêem-nos o espaço aéreo!” – referindo-se ao Estado.

E finalmente, António Trindade, CEO Porto Bay Hotels & Resorts, disse “É realmente de preocupar-se quando o privado, os empresários, que querem fazer dinheiro, estão mais preocupados com a sustentabilidade do Turismo, que o próprio Estado”

Discussões á parte, uma matéria tem de ser consensual – A valorização do fator humano.

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O Presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, alertou que é necessário haver uma “valorização” que se traduz em “o treinamento de competências”, onde as escolas de Hotelaria têm um “papel muito importante”; e a “consciencialização pública do valor da profissão”, designadamente através de salários mais elevados.
“É preciso pagar mais.” – disse.
Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo, disse que já está um programa em andamento para a formação dos quadros existentes, e um acordo de criação de novas escolas, e a prova disso é a recente abertura da Escola de Turismo e Hotelaria da Póvoa de Sta. Iria.

No final do 1º dia, concluímos que necessita haver um entendimento melhor entre Estado e Setor Privado e o aumento de salários e a valorização dos quadros é uma questão crucial.

Resta-nos agradecer a AHP por promover este evento e fazer as perguntas que ninguém estava com coragem para fazer,

Finalizamos esta crónica com uma frase de Márcio Favilla referente ao sucesso turístico de Portugal.

O crescimento de Portugal não se deve a sorte, sorte não existe. O que se verifica neste momento é um misto de Oportunidade e Competência.” – Márcio Favilla, OMT.

 

 

fonte imagens:
publiturishotelaria
lynda.com
observador.pt

 

 

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